Os três irmãos Isabela, Vinícius e Gabriel saíram em férias. Estudaram bastante e mereciam descansar se divertindo muito.

               Os três foram passar as férias no sítio do avô Joaquim.

               O avô Joaquim, quando esteve na cidade, contraiu dengue e quase se deu mal.     

               Vovô sofreu, todavia a doença foi vencida.

               Remédios, repouso, orações: vitória da saúde!

               Vinícius, o mais curioso dos três, quis saber a respeito do mosquito de nome esquisito: Aedes aegypti.

               O avô Joaquim explicou que é um inseto silvícola, da selva, do campo e não da cidade. É proveniente do Egito, de onde foi tirado o seu nome.

               Chegou até nós, vindo das selvas africanas, nos navios que faziam o tráfico de escravos negros. Alguns deles, quando capturados conseguia encher moringas de água e nelas as fêmeas do mosquito depositavam os ovos. Quando as moringas ficavam vazias, eram guardadas no porão, mas os ovos permaneciam. Eles resistem em local seco durante um ano e, quando entram em contato com a água, as larvas eclodem.

               Ao chegar ao Brasil, o Aedes encontrou nas matas as condições ideais para viver, pois é um animal silvestre.

               Então, o que este mosquito estava fazendo na cidade lhe picando, vovô? – perguntou Vinícius.

               Devido ao desmatamento, queimadas e gaiolas, o mosquito da dengue está na cidade provocando doenças – respondeu o vovô.

               Como assim, vovô? – perguntaram.

               Com o desmatamento e as queimadas provocadas pelos fazendeiros, donos de gados e agricultores, os insetos da dengue acabam sendo expulsos de seu habitat natural e migram para a cidade – respondeu o vovô.

               E o que tem as gaiolas a ver com isso? – questionou Isabela, sempre atenta.

               Os pássaros se alimentam dos mosquitos da dengue. Comendo estes insetos, eles contribuem para o equilíbrio da população doo Aedes. Entenderam? Presos nas gaiolas, os passarinhos não podem fazer isso.

               A defesa do meio ambiente é a defesa da nossa saúde – afirmou Gabriel.

               O combate ao mosquito da dengue começa com o fim do desmatamento, das queimadas e do livramento dos passarinhos de todas as gaiolas e viveiros. Todos contra os crimes ambientais! – afirmou vovô.

               As crianças, ludicamente, aprenderam que não basta combater o efeito, mas sim lutar contra a causa do problema.

 


(O Reverendo Melchias Silva, da Igreja Metodista da Mantiqueira, em Xerém – RJ, fez esta estorinha para mostrar como foi que o mosquito transmissor da dengue veio para os centros urbanos e para que todos possam refletir sobre o compromisso e a postura de cada um em relação ao meio ambiente e a tudo que nos cerca. A responsabilidade sobre a doença da dengue é de todos nós. É fruto da educação de cada um de nós. Portanto, é hora de agirmos, todos, por uma participação solidária, coletiva e preventiva.)