O uso dos temas de saúde no nível internacional passou a ter maior relevância política no início do século XX. O termo saúde internacional começou a ser mais empregado a partir dessa época. No final da Primeira Guerra Mundial, a Sociedade das Nações criou seu Comitê de Higiene que, mais tarde, deu origem à Organização Mundial da Saúde.

Fundada em 7 de abril de 1948, a OMS é uma agência especializada em saúde subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU), com sede em Genebra, Suiça. No nível regional, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) funciona como escritório da OMS para as Américas. A OPAS é a organização internacional mais antiga na área de saúde, criada em 1902. Originou-se do Escritório Sanitário Pan-Americano.

O Brasil é membro-fundador da OMS e já ocupou a Direção-Geral do órgão, durante vinte anos, com o Dr. Marcolino Landau (1953-1973). Com relação à OPAS, foi presidida durante doze anos (1993-1995) pelo Dr. Carlyle Guerra de Macedo e conta com número significativo de especialistas brasileiros.

Na OMS ressalta-se o protagonismo brasileiro nas campanhas de HIV/AIDS; nas negociações da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, consequência, igualmente, da reconhecida efetividade da legislação brasileira de controle do tabaco, entre outros.

A Constituição da OMS, define a saúde como estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade. Esta definição deixa claro que os temas de saúde não são mais apenas assunto técnico, médico-sanitário, como eram antes da criação da OMS, mas sim se vinculam a diversos aspectos da vida humana – sociais, econômicos, meio-ambiente, dentre outros.

Fonte: Fundação Alexandre Gusmão