segunda-feira, 23 de setembro de 2013
A Meditação é uma arte e técnica milenar, um processo que vem se desenvolvendo há milhares de anos junto a povos primitivos que a receberam e ou elaboraram com o propósito de provocar experiências não ordinárias de tomada de consciência de verdadeira Unidade, o reino de Luz e dimensões da Verdade e Sabedoria dentro de NÓS MESMOS.
Hoje é cada vez mais evidente e acessível a um número cada vez maior de pessoas a existência de indícios em relatos de antigas escrituras do Oriente (norte da India) que um extraordinário aborígene conhecido em tal região como Sada Shiva (Senhor Shiva) foi quem começou a difusão desse processo há 7.000 anos. Tal meditação subjetiva extendeu-se de modo sistemático e rigoroso pelos ramos da literatura, da arte, da dança e da medicina, configurando uma Ciência Milenar Holística da vida.
Recentemente, começou a ser investigado, verificado e comprovado, também pelas Ciências Acadêmicas de ponta, que ao longo de muitos anos, as ramificações de Tantra (nome dado a essa Ciência Eterna por estudiosos e pesquisadores do assunto) foram, à maneira do que ocorreu com o modelo Filosófico-Científico do Ocidente, fragmentando-se em disciplinas cada vez mais especializadas tornando-se os diversos ramos do Yoga que estiveram mais ou menos integrados e são mais ou menos conhecidos. Como por exemplo: Karma Yoga que enfatiza a ação, o serviço ao próximo, Jinana Yogaque enfatiza o auto-conhecimento e Bhakti Yoga que cultiva a devoção ao Ser, a Suprema Consciência, Infinita e Eterna.
Sabe-se muito mais que suficientemente o que disse esse Ser que marcou profunda e indelevelmente sua passagem - a.C. e d.C. - neste planeta que nos pede efetiva mudança. Num breve, simples e sublime exemplo, Ele nos disse que no tempo certo o que está oculto será revelado.
Podemos agora, graciosamente reconhecer então, que, há aproximadamente 3.500 anos práticas meditativas e valores espirituais foram difundidos entre os devotos de Krishna através do mantra (palavra sagrada) Hare Krishna que segue também a ecoar até hoje.
Podemos reconhecer, na nossa contemporaneidade também, que, há 2.600 anos Sidharta (o Buddha ) Gautama, “o Príncipe de Kapilavastu” (sua cidade natal) através de um extraordinário esforço e valorosa renúncia enveredou por práticas meditativas que culminaram no Ch’an (China), Zen (Japão) além do Tonglen Tibetano.
Um pouco do Tonglen:
A prática Tonglen, falando essencial e resumidamente, apregoa , numa atitude revolucionária, inspirar a dor de alguém que sabemos estar em sofrimento e desejamos ajudar (o que frequentemente causa medo, surpresa ou no mínimo alguma resistência) e, logo após isto, expirar enviando felicidade, alegria ou algo que proporcione alívio a ela. Ela afirma de forma veemente que para sentir compaixão por outras pessoas precisamos, antes, sentir compaixão por nós mesmos. Assim, aqueles que sentem medo, raiva, inveja ou que estejam dominados por qualquer tipo de vício, como também os arrogantes, orgulhosos, mesquinhos, egoístas - o cardápio é variado – e quem diria até nós mesmos somos merecedores do nosso cuidado e não da nossa esquiva. Entretanto, é comum não realizarmos essa pratica, pois nos vemos frente a frente com o nosso próprio medo, com a nossa resistência, raiva ou qualquer outro sofrimento que estivermos enfrentando. Pelo menos, sendo assim, no mínimo, nossa atitude diante da dor certamente pode mudar.
A literatura Taoísta representada pelos precursores Lao Tzu (mestre Lao) e Chuang Tzu (mestre Chuang), pelo I Ching (Livro das Mutações), que falam da refrescância, da clareza, da bondade, da verdade e da dança dos opostos, permitem aos estudiosos concluir que a meditação já existia na antiga China de forma sistematizada e consciente pelo menos há 2.300 anos.
Para os que preferem a Filosofia do Ocidente:
Se procurarmos com atenção, encontraremos relatos fundamentados nas vivências dos êxtases de Sócrates, o grego que ousou afirmar: só sei que nada sei, mas que, também afirmou: sobre o amor eu sei, há aproximadamente 2.500 anos.
Ainda mais próximo de nós:
Outras experiências, como as Xamânicas (nome dado pelos antropólogos), relatam que povos indígenas, como por exemplo os Kun san, do deserto de Kalahari, na África, valem-se de experiências como a privação de sentidos (experiências xamânicas que acontecem à noite), sons e lançam mão da respiração profunda para entrar em êxtase. Desta vez, com a finalidade de obter cura pessoal ou da comunidade tribal.
Podem ser ainda mais familiares as experiências propostas e reveladas por IESCHUA (JESUS de Nazaré). Desde que, aprofundemos nosso acesso a elas por meio do trabalho interno, penetrando profundamente em suas conchas, muitas vezes supersticiosas, inocentes e superficiais, atingindo o seu cerne.
A prática do Hesicasmo tradição contemplativa do Cristianismo ortodoxo católico oriental, com o uso da palavra sagrada Kyrie eleison Chrystie eleison associado à postura e respiração profunda, há muito esquecida, seguramente nos aponta um caminho de mudança acertado, assim como revelaram ser o caminho de místicos(que decifraram o mistério da verdade por experiência direta) como São João da Cruz e Santa Tereza D’Ávila, Franciscoe Clara de Assis, participantes da Igreja Católica Romana.
Recentemente, os protestantes progressistas, atualmente denominados adequadamente de irmãos separados, exortam-nos, além da prática da oração, aos momentos de silêncio a sós com Deus. Sem dúvida, significativos avanços na intimidade das igrejas cristãs de um mesmo CRISTO UNO e TRINO dos quais podemos nos conscientizar e aprofundar os conhecimentos de modo rigoroso e sistemático.
Talvez, se ousarmos superar preconceitos, rótulos ultrapassados - muitos dos seres extraordinários citados acima já foram equivocadamente rotulados como portadores de patologias - e ideais caducos de cientificidade indo além de estarrecedores dogmas científicos e religiosos, a experiência nos mostre queessas vivências retiram a espiritualidade unicamente da religião que, na maior parte da sua história, foi outra forma de adaptação ao mundo material ainda que matriz e fonte de alimento da espiritualidade.
Nós precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo! M. Gandhi
E talvez nós possamos assim Vê-LOem todo lugar na nossa casa nova, na nossa nova aldeia global e esse pontinho azul sofrido e sagrado, será assim, um pouco mais dignamente habitável até que possa voltar a ser UM. Por isso e muito mais, ousamos e convidamos você a eliminar a pobreza, a estreiteza, o condicionamento material e espiritual e dizer: Eu Sou, Tu és e Nós Somos Mudança, como um grande Sangachadvam.
Pois, chegado é o tempo de diminuir a competição e enaltecer a cooperação para o nosso bem-estar e de todos.
Tantra: do idioma Sânscrito significa, literalmente, aquilo que liberta da escuridão.
Sangachadvam: também do idioma Sânscrito, segundo o Mahaguru Baba Anandamurti significa mover juntos.
Bibliografia
A Liberação da Mente através do Tantra Yoga. Uma compilação dos ensinamentos do Mestre Indiano Shrii Shrii Anandamurti. 3ª Ed.SP, Ananda Marga Publicações, 2004.
Bíblia de Jerusalem. Escritos da Tradição Judaico-Cristã, 2004.
Johnson, Willard. Do Xamanismo à Ciência. Uma História da Meditação. SP, Cultrix, 1995.
Revista Dharma, Publicação da ISKCON. Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna, nº 03, 2011.
Prabhupada, Srila. A Fórmula da Paz, Cante e Seja Feliz. 1ª Ed. BH, ISKCON, 2012.
Wanderson Xavier Mendes, Lic. (Umesh Deva)
Postado As 13:10 Por Rotecnomania
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