segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Tentei dizer quanto te amava, aquela vez, baixinho...
mas havia um grande berreiro, um enorme burburinho
e, pensando bem, o berçário não era o melhor lugar.
Você de fraldas, uma graça, e eu pelado lado a lado,
cada um recém-chegado,
Tentei de novo, lembro bem, na escola.
Um PS no bilhete pedindo cola,
interceptado pela professora como um gavião...
Fui parar na sala da diretora e depois na rua,
enquanto você, compreensivelmente, ficou na sua...
A vida é curta, longa é a paixão.
Numa festinha (ah, nossas festinhas...), disse tudo:
"Eu te adoro, te venero, na tua frente fico mudo"
E você não disse nada... E você não disse nada...
Só mais tarde, de ressaca, eu atinei:
Cheio de amor e "Cuba", me enganei
...e disse tudo para uma... almofada!
Gravei, em vinte árvores, quarenta corações.
O teu nome, o meu, flechas e palpitações:
No mal-me-quer, bem-me-quer, dizimei jardins.
Resultado: sou persona pouco grata,
corrido aos gritos de "Mata!! Mata!!"
por conservacionistas, ecólogos e afins...
Recorri, em desespero, ao gesto obsoleto:
"Se não me segurarem, eu faço um soneto!"
E não é que fiz, e até com boas rimas?!
Você não leu, e nem sequer ficou sabendo....
Continuo inédito e eu, por teu amor sofrendo...
Mas fui premiado num concurso em Minas.
Comecei a escrever com pincel e piche
em muro branco; o asseio, que se lixe;
todo o meu amor para a tua ciência!
Fui preso, aos socos, e fichado.
Dias e mais dias interrogado:
era PC ... PC do B ou alguma dissidência?
Te escrevi com lágrimas, sangue, suor e mel,
(você devia ver o estado do papel!...)
uma carta longa, linda e passional.
De resposta, nem uma cartinha
nem um cartão, nem uma linha!...
Vá se confiar no Correio Nacional!
Com uma serenata sim, uma serenata
como nos tempos da Cabocla Ingrata
me declararia, respeitando a métrica...
Ardor, tenor, a calçada enluarada...
havia tudo sob a tua sacada.
Menos tomada para a guitarra elétrica!...
Decidi, então, bota a maior banca
no céu e escrever com fumaça branca:
"Te amo", assinado...e meu nome bem legível.
Já tinha avião, coragem, brevê,
tudo para impressionar você!
Mas veio a crise: Faltou o combustível!...
Ontem, você me emprestou o seu ouvido
e na discoteca, em meio do alarido,
despejei meu coração...
Falei da devoção há anos entalada
e você disse:"Eu não escuto nada!!"
Curta é a vida, longa é a paixão...
Na velhice, num asilo, lado a lado,
em meio a um silêncio abençoado,
eu lhe direi o que sinto, meu bem...
O meu único medo é que então,
empinando a orelha com a mão,
Postado As 13:07 Por Rotecnomania
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